domingo, 21 de novembro de 2010

Sangue Derramado

Um espelho quebrado, uma alma caída, reflexos partidos, indicam a saída, sangue no chão, dor nos joelhos, Pulso cortado, Me leve daqui...


Quem é que me chama? Me tirastes da cama
Estava dormindo, sonhando contigo...
Mas eis aí, ainda não é sua hora
Porque então me chamas já agora?

Estive sozinho, tentando achar uma razão
Pra tudo isso que vivo aqui
Era um sofrimento, ouvir as batidas do meu coração
E por mais que eu chorasse, a dor não partia
Me conte a verdade, dona da vida
O que há depois do reflexo do espelho?
Olhos partidos, não posso chorar
Meu sangue vermelho brota de mim
Leve-me logo, quero muito partir
Leve-me agora já não posso sorrir

Comprimidos ao chão, o sangue se mistura com o carpete, reflexos refletem a morte calada e a vida selada,


Mas ora vejam, quanta pretensão
Querer que te leve antes do tempo
Onde já se viu tal coisa?
Não creio, como ousas?
Pra tudo o que existe há sua hora
E a sua meu caro, não é hoje e nem agora
Seu destino está selado, tudo já foi escrito
Eu sou apenas cumpridora do que me foi dito



Como ousas rejeitar minha alma
Mesmo sofrendo ainda perco a calma
Morte dolorida, por favor, me leve daqui
Te entreguei meu sangue, e você sua recusa
Me tire deste lugar, calado e sem brilho
Me leve, me use como se fosse teu filho

Traçando um caminho de sangue, a morte caminha pensativa, o sangue ainda jorra, mas o coração ainda pulsa

Se fosse meu filho, te renegava
Porque não respeitas a hora marcada? Tantas almas aflitas que clamam por mim
Todas querendo à dor pôr um fim
Mas eu só cumpro aquilo que o livro diz
Cada uma à sua hora, sempre foi assim


Você pobre rapaz, que tanto chama por paz
Não serei eu quem lhe a dará
Procure outro deus, outra saída
Nem sempre a morte sorri
A quem se despede da vida

Enfim uma lágrima teima em cair
Nem a morte, pode me dar o fim
Caído, esperando a dor passar
Peço somente que satisfaça
O pedido de um homem que só vive desgraça
Desobedeça este livro ao menos uma vez
Preciso um dia ser feliz
E sei que aqui não é meu lugar
Ó morte querida, não pedi pra viver
Mas penso que posso pedir pra morrer
Faça agora, ninguém vai notar
Sou só mais um à quem vai levar

Não posso quebrar as regras que me regem
Seu pedido me ofende e me fere
Se fosse chegada a sua hora
Eu o levaria tranquilamente
Mas como não é
Sinto muito, tu que agüentes
Se a vida lhe é dura, para mim pouco importa
Posto que nunca vivi, desde sempre estive morta



Então eres o ser mais feliz que conheci
Não deves temer, o dia de amanhã
Sofro sozinho, neste mundo malvado
E agora que peço, somente o meu fim
O Silêncio persiste, sonho calado
Vejo a resposta. O Contrário do sim
Temo que vou desistir de pedir,
Morte, leve ao menos minha sorte
Se não vais me levar
Diga ao menos, o dia que serei feliz
Diga-me Morte, o que esta em seu livro,
Quero saber, qual será meu dia de morte?

A morte se cala, não sente que esse pedido
de alguma coisa lhe valha
Fica indecisa, conta ou não?
Suspira profundo...
_Que seja, que seja....
Aqui está o seu nome no livro
Vamos ande logo, pegue e veja...


Com o sangue escorrendo, o rapaz mesmo tonto se levanta, em com olhos perdidos, vê seu nome e se espanta

Como pode, ó morte, ser tão longe assim?
Parece que viverei, ao menos até o fim
Por favor me ajude, como posso curar-me
Sei que o futuro não é bom de verdade
Como pode Meu nome não estar no seu livro
Pensei que você dominasse a todos?
Será que não terei meu dia de sorte
E pra sempre esperarei, por você, ó morte

E eu virei pra você, pode ficar sossegado
Mas será na hora e momentos marcado
Sou uma seguidora fiel
Das ordens do destino
A sua sorte ou de outrem
Não sou eu que determino...


Alguns me amam, outros me temem
Alguns me chamam, outros tentam me enganar
Mas a todos eu virei
No momento exato
Docemente buscar....

Estarei te esperando, espero a hora chegar
Parece-me um sonho, que mal posso acordar
Essa vida insana me deixou louco assim
Mas acredite morte, quero logo meu fim

Acalme-se criança, que a morte logo lhe alcança...
E assim parte a morte,
Levar sua sina a alguém com mais sorte...


Adeus morte,então te esperarei,
Fecho meus olhos, e vou me deitar
Meus olhos embaralhados não conseguem parar
Sinto-me cansado, então vou dormir
Sonharei com o fim, e quem sabe irei sorrir



Então, de olhos fechados a morte se despede, pensando no dia que levará a pobre alma que deitada em seu próprio sangue, derrama vida,


A escuridão ganha o mundo, e o trabalha não acaba, a morte segue em frente, tem almas pra buscar, talvez levar alguém que esteja feliz, que só queira viver. Mas a morte, só responde o livro, não o escreve calada pensando, ela segue seu caminho, talvez desejando, sua morte também.


Wilton Black & Kirah  22/11/10

domingo, 14 de novembro de 2010

Coração Denunciador

É verdade tenho sido nervoso, muito nervoso, terrivelmente nervoso! Mas por que ireis dizer que sou louco? A enfermidade me aguçou os sentidos, não os destruiu, não os entorpeceu. Era penetrante, acima de tudo, o sentido da audição. Eu ouvia todas as coisas, no céu e na terra. Muitas coisas do inferno eu ouvia. Como, então, sou louco? Prestai atenção! E observai quão lucidamente, quão calmamente posso contar toda a história.
É impossível dizer como a idéia me penetrou primeiro no cérebro, uma vez concebida, porém, ela perseguiu dia e noite. Não havia motivo. Não havia cólera. Eu gostava do velho. Ele nunca fizera mal. Nunca me insultara. Eu não desejava seu ouro. Penso que era o olhar dele! Sim, era isso! Um de seus olhos parecia com o de um abutre... um olho de cor azul pálida, que sofria de catarata . Meu sangue se enregelava sempre que ele caía sobre mim; e assim, pouco a pouco, bem lentamente , fui-me decidindo a tirar a vida do velho e assim libertar-me daquele olho para sempre.
Ora, aí é que estava o problema. Imaginais que sou louco. Os loucos nada sabem. Deveríeis, porém, ter-me visto. Deveríeis ter visto como procedi cautelosamente, com que prudência, com que previsão, com que dissimulação, lancei mão à obra!
Eu nunca fora mais bondoso para com o velho do que durante a semana inteira, antes de matá-lo. todas as noites, por volta da meia-noite, eu girava o trinco da porta de seu quarto e abria-a... oh! Bem devagarinho! E depois, quando a abertura era suficientemente para conter minha cabeça, eu introduzia uma lanterna com tampa, toda velada, bem velada, de modo que nenhuma luz se projetasse para fora, e em seguida enfiava a cabeça. Oh! Teríeis rido ao ver como enfiava habilmente! Movia-a lentamente, muito, muito lentamente, a fim de não perturbar o sono do velho. Levava uma hora para colocar a cabeça inteira além da abertura, até podê-lo ver deitado na cama. Ah! Um louco seria precavido assim? E depois, quando minha cabeça estava bem dentro do quarto, eu abria a tampa da lanterna cautelosamente... oh! Bem cautelosamente!... cautelosamente... por que a dobradiça rangia... abria-a só até permitir que apenas um débil raio de luz caísse no olho de abutre. E isto eu fiz durante sete longas noites... sempre precisamente à meia-noite... e sempre encontrei o olho fechado. Assim, era impossível fazer minha tarefa, porque não era o velho que me perturbava, mas seu olho diabólico. E todas as manhãs, sem temor, chamando-o pelo nome com ternura e perguntando como havia passado a noite. Por aí vedes que ele precisaria ser um velho muito perspicaz para suspeitar que todas as noites, justamente às doze horas, eu o espreitava, enquanto dormia.
Na oitava noite, fui mais cauteloso do que de hábito, ao abrir a porta. O ponteiro dos minutos de um relógio mover-se-ia mais rapidamente do que meus dedos. Jamais, antes daquela noite, sentira eu tanto a extensão de meus próprios poderes, de minha sagacidade. Mal conseguia conter meus sentimentos de triunfo. Pensar que ali estava eu, a abrir a porta, pouco a pouco, e que ele nem sequer sonhava com meus atos ou pensamentos secretos... Ri com gosto, entre dentes, e essa idéia; e talvez ele me tivesse ouvido, porque se moveu de súbito na cama, como se assustado. Pensava talvez que recuei? Não! O quarto dele estava escuro como piche, espesso de sombra, pois os postigos se achavam hermeticamente fechado, por medo aos ladrões. E eu sabia, assim, que ele não podia ver a abertura da porta; continuei a avançar, cada vez mais, cada vez mais.
Já estava com a cabeça dentro do quarto e a ponto de abrir a lanterna, quando meu polegar deslizou sobre o fecho da porta e o velho saltou na cama gritando: "Quem está aí?"
Fiquei completamente silencioso e nada disse. Durante uma hora inteira não movi um músculo e, por todo esse tempo, não o ouvi deitar-se de novo: ele ainda estava sentado na cama, à escura; justamente com eu fizera, noite após noite, ouvindo a ronda da morte próxima.
Depois, ouvi um leve gemido e notei que era um gemido de terror mortal. Não era um gemido de dor ou pesar, oh não! Era o som grave e sufocado. Bem conhecia esse som. Muitas noites, ao soar a meia-noite, quando o mundo inteiro dormia, ele irrompia de meu próprio peito, aguçando, com o seu eco espantoso, os terrores que me aturdiam. Disse que bem o conhecia. Conheci também o eu o velho sentia e tive pena dele, embora abafasse o riso no coração. Eu sabia que ele ficara acordado, desde o primeiro leve rumor, quando se voltar na cama. Daí por diante, seus temores foram crescendo. Tentara imaginá-los sem motivo mas não fora possível. Dissera a si mesmo; "É só o vento na chaminé", ou "é só um rato andando pelo chão", ou "foi apenas um grilo que cantou um instante só": sim, ele estivera tentando animar-se com essas suposições, mas tudo fora em vão. Tudo em vão, porque a Morte, ao aproximar-se dele, projetava sua sombra negra para frente, envolvendo nela a vítima. E era a influência tétrica dessa sombra não percebia que o levava a sentir - embora não visse, nem ouvisse - a sentir a presença de minha cabeça dentro do quarto.
Depois de esperar longo tempo, com muita paciência, sem ouvi-lo deitar-se, resolvi abrir um pouco, muito, muito pouco, a tampa da lanterna. Abri-a, podeis imaginar o quão furtivamente; até que, por fim, um raio de luz apenas, tênue como o fio de uma teia de aranha, passou pela fenda e caiu sobre o olho de abutre.
Ele estava aberto; todo, plenamente aberto. E, ao contemplá-lo, minha fúria cresceu. Vi-o, com perfeita clareza; todo de um azul desbotado, com uma horrível película a cobri-lo, o que me enregelava até a medula dos ossos. Mas não podia ver nada mais da face, ou do corpo do velho, pois dirigira a luz como por instinto, sobre o maldito lugar.
Ora, não vos disse que apenas é superacuidade dos sentidos aquilo que erradamente julgais loucura? Repito, pois, que chegou a meus ouvidos em som baixo, monótono, rápido, como o de um relógio, quando abafado com algodão. Igualmente eu bem sabia que som era. Era o bater do coração do velho. Ele me aumentava a fúria, como o bater um tambor estimula a coragem do soldado.
Ainda aí, porém, refreei-me e fiquei quieto. Tentei manter tão fixamente quanto pude a réstia de luz sobre o olho do velho. Entretanto, o infernal tam-tam do coração aumentava. A cada instante ficava mais alto, mais rápido! Cada vez mais alto, repito, a cada momento! Prestai-me bem atenção? Disse-vos que sou nervoso: sou. E então, àquela hora morta da noite, tão estranho ruído excitou em mim um terror incontrolável. Contudo, por alguns minutos mais, dominei-me e fiquei quieto. Mas o bater era cada vez mais alto. Julguei que o coração ia rebentar. E, depois, nova angústia me aferrou: o rumor poderia ser ouvido por um vizinho! A hora do velho tinha chegado! Com um alto berro, escancarei a lanterna e pulei para dentro do quarto. Ele guinchou mais uma vez... uma vez só. Num instante arrastei-o para o soalho e virei a pesada cama sobre ele. Então sorri alegremente por ver a façanha realizada. Mas, durante muitos minutos, o coração continuou a bater, com som surdo. Isto, porém, não me vexava. Não seria ouvido através da parede. Afinal cessou. O velho estava morto. Removi a cama e examinei o cadáver. Sim, era um pedra, uma pedra morta. Coloquei minha mão sobre o coração e ali a mantive durante muitos minutos. Não havia pulsação. Estava petrificado. Seu olho não me perturbaria.
Se ainda pensais que sou louco, não mais pensareis, quando eu descrever as sábias precauções que tomei para ocultar o cadáver. A noite avançava e eu trabalhava apressadamente, porém em silêncio. Em primeiro lugar, esquartejei o corpo. Cortei-lhe a cabeça, os braços e as pernas.
Arranquei depois três pranchas do soalho e coloquei tudo entre os vãos. Depois recoloquei as tábuas, com tamanha habilidade e perfeição, que nenhum olhar humano, nem mesmo o dele, poderia distinguir qualquer coisa suspeita. Nada havia a lavar, nem mancha de espécie alguma, nem marca de sangue. Fora demasiado prudente no evitá-las. Uma tina tinha recolhido tudo... ah! Ah! Ah! Terminadas todas essas tarefas, eram quatro horas. Mas ainda estava escuro, como se fosse meia-noite. Quando o sino soou a hora, bateram a porta da rua. Desci para abri-la, de coração ligeiro,... pois que tinha eu agora a temer? Entraram três homens que se apresentaram , com perfeita mansidão, com soldados de polícia. Fora ouvido um grito por um vizinho, durante a noite. Despertara-se a suspeita de um crime. Tinha-se formulado uma denúncia à polícia e eles, soldados , tinham sido mandados para investigar.
Sorri... pois que tinha eu a temer? Dei as boas vindas aos cavalheiros. O grito, disse eu, fora meu mesmo, em sonhos. O velho, relatei, estava ausente, no interior. Levei meus visitantes a percorrer toda a casa. Pedi que dessem busca... completa. Conduzi-os, afinal, ao quarto dele. Mostrei-lhe suas riquezas, em segurança inatas. No entusiasmo de minha confiança, trouxe cadeiras para o quarto e mostrei desejos de que eles ficassem ali, para descansar de suas fadigas, enquanto eu mesmo, na desenfreada audácia do meu perfeito triunfo, colocava minha própria cadeira , precisamente sobre o lugar onde repousava o cadáver da vítima.
Os soldados ficaram satisfeitos. Minhas maneiras os haviam convencido. Sentia-me singularmente à vontade. Sentaram-se e, enquanto eu respondia cordialmente, conversavam coisas familiares. Mas, dentro em pouco, senti que ia empalidecendo e desejei que eles se retirassem. Minha cabeça me doía e parecia-me ouvir zumbidos nos ouvidos; eles, porém, continuavam sentados e continuavam a conversar. O zumbido tornou-se mais distinto. Continuou e tornou-se ainda mais distinto: eu falava com mais desenfreio, para dominar a sensação: ela, porém, continuava a aumentava sua perceptibilidade, até que, afinal, descobri que o barulho não era dentro dos meus ouvidos.
É claro que então minha palidez aumentou sobreposse. Mas eu falava ainda mais fluentemente e num tom de voz muito elevada. Não obstante, o som se avolumava... E que podia fazer? Era um som grave, monótono, rápido... muito semelhante ao de um relógio envolto em algodão. Respirava com dificuldade... E no entanto, os soldados não o ouviram. Falei mais depressa ainda, com mais veemência. Mas o som aumentava constantemente. Levantei-me e fiz perguntas a respeito de ninharias, num tom bastante elevado, e com violenta gesticulação, mas o som constantemente aumentava. Por que não se iam embora? Andava pelo quarto acima e abaixo, com largas e pesadas passadas, como se excitado até a fúria pela vigilância dos homens... mas o som aumentava constante. Oh! Deus! Que poderia eu fazer? Espumei... enraiveci-me... praguejei! Fiz girar a cadeira, sobre a qual estivera sentado, e arrastei-a sobre as tábuas, mas o barulho se elevava acima de tudo e continuamente aumentava. Tornou-se então mais alto... mais alto... mais alto! E os homens continuavam ainda a passear, satisfeitos e sorriam. Seria possível que eles não ouvissem? Deus Todo Poderoso!... não, não! Eles suspeitavam!.. Eles sabiam!... Estavam zombando do meu horror!... Isto pensava eu e ainda penso. Outra coisa qualquer, porém, era melhor que essa agonia! Qualquer coisa era mais tolerável que essa irrisão! Não podia suportar por mais tempo aqueles sorrisos hipócritas! Sentia que devia gritar ou morrer!... E agora... de novo! Escutai! Mais alto! Mais alto! Mais alto! Mais alto! Mais alto...
Visões! - trovejei - Não finjam mais! Confesso o crime!... Arranquem as pranchas!.. aqui, aqui! ... ouçam o bater do seu horrendo coração!




Conto do Poe aqui pra vocês poderem curtir...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os Melhores Posters do Cinema

O Cinema é uma das 7 artes. É tão mágico poder ver a realidade expressa na ficção em uma tela gigante, poder sentir o cheiro de pipoca, e ouvir o sons ampliados. O Cinema é mágico não só em sua essência, mas também naquilo que o compõe. São dezenas de pessoas trabalhando juntas para que tudo dê certo, e o melhor chegue pro espectador. Mas há um primeiro impacto antes de entrar na sala de cinema, e não, não é o trailler. Os posteres carregam o que há de melhor na obra de arte. Fruto do marketing da divulgação do filme, eles últimamente têm sido tão bem trabalhados, que se transformou em mais uma das características do cinema. Mas já parou pra pensar, que se o filme não tiver um bom Poster, além de não chamar atenção, ele pode induzir ao fracasso. Filme sem atenção é como música sem rima, a gente sem falta de algo, mas não significa que a obra será afetada. o Blog The Number XIX decidiu selecionar o que há de melhor quando o assunto são posteres, e fez uma lista, daqueles que consideramos os melhores.

Mãos de Tesoura


E.T


O Rei Leão


Titanic


Sweeney Todd O Barbeiro demoniaco da Rua Flint


Batman



UP



Jogos Mortais 5


Harry Potter e as Relíquias da Morte


O Iluminado


2012


Alice


O último Exorcismo


Sherlock Holmes


O Estranho Mundo de Jack


Super Homem O Retorno


Jogos Mortais 7 3D




Guerra Nas Estrelas

Psicose

Tubarão

Nosferatu


Cloverfield
 

domingo, 31 de outubro de 2010

BRUXAS DE SALÉM



oeclipsenegro.blogspot



Salém é ainda hoje um dos lugares mais citados e lembrados quando se fala em bruxas. Mas o que levou esse pacato lugar a entrar para a história de uma forma que até hoje choca e nos deixa ao mesmo tempo fascinados? O que terá acontecido a esse vilarejo para que seu nome fosse conhecido de tanta gente? E as bruxas, o que tem a ver com isso? Agora vamos contar a verdadeira estória de Salém, de Salém e de suas mais ilustres moradoras, as Bruxas de Salém.





O COMEÇO

 
 

O ano era 1962.
Segundo algumas fontes tudo teria começado quando uma escrava negra africana contou a sua ama Betty Parris e suas  amigas algumas histórias vudu (religião da Africa Ocidental). As garotas assustadas com as histórias da escrava, passaram a noite toda tendo pesadelos e com sinais de pânico. O médico do vilarejo foi chamado e sem saber ao certo do que se tratava e ouvindo as garotas murmurarem algo a respeito de feiticeiras e maldições,  deu o diagnóstico: as garotas estavam possuídas pelo demônio.
Logo a notícia se espalhou pelo vilarejo, satanás estava entre eles, as pessoas entraram em pânico e logo outras garotas passaram a apresentar os sintomas: rolavam pelo chão, se recusavam a comer, grunhiam e espumavam pela boca, era um pandemônio! Alguém tinha que tomar providências!
A Igreja, representada pela Santa Inquisição resolveu tomar as rédias da situação.
O séc. era XVII e ninguém tinha dúvidas quanto a existência de bruxas e de seus poderes, o que contribui sobremaneira para que fossem a elas atribuidas todos esses acontecimentos.



PROVIDÊNCIAS


Orações e Jejuns foram organizados na tentativa de explusar o demônio das redondezas. Interrogadas por um Inquisidor, as garotas revelaram terem presenciado um ritual de Vodu feito por Tituba, a escrava africana, juntamente com mais duas mulheres Sarah Good e Sarah Osborne (hum...) alegaram inocência. Tituba no entanto admitiu ser uma feiticeira, alegando inclusive ter visto o Demônio algumas vezes, tendo ele aparecido para ela na forma ora de um porco, ora de um grande cachorro, afirmou também que em Salém havia uma convenção de feiticeiras. Pressionadas por tantas perguntas, as garotas- dentre elas a que primeiro havia demonstrados os sinais : Betty Parris, filha do reverendo- começaram a acusar de bruxaria várias pessoas do vilarejo. Abriu-se uma investigação e várias pessoas foram levadas a julgamento.






JULGAMENTO OU MASSACRE?




O clima no vilarejo de Salém estava um caos, havia desconfiança em toda parte, entre vizinhos, entre familiares e amigos, qualquer um poderia ser uma bruxa ou feiticeira disfarçada, posto que foi declarado que o Diabo podia tomar a forma de pessoas inocentes. Muitos se aproveitaram desse clima de desconfiança para resolver suas diferenças e aquelas pessoas que não se encaixavam, que eram diferentes, ou então de alguma forma pertubavam a ordem social vigente eram então acusadas de bruxaria e levadas a julgamento. Mendingos, pessoas com alguma deformidade, marcas características ou por que simplesmente não iam a igreja eram acusadas também, o absurdo chegou a tal ponto que em dado momento haviam mais de 150 pessoas presas esperando serem ouvidas.
Quando o dia do julgamento chegou, toda Salém estava presente, tanto como público como quanto réis.
Quem presidiu foi o juiz S. Sewall, e os inquiridores foram os juízes Corwin e Hattorne.
Durante o julgamento as meninas simplesmente saíram acusando pessoas aleatoriamente, inclusive aqueles que tinham ido apenas assistir. E o ponto alto do julgamento foi o testemunho de Tatuba que confessou ser uma feiticeira e se disse tomada pelo demônio, essa alegação poupou-lhe a vida. Sim, aqueles que se declarassem culpados não eram condenados a morte, pois eles criam que ao se confessar a pessoa quebrava o pacto com o demônio, porém, temendo serem marcadas para sempre em meio à sociedade, o que lhes caberia uma vida de perseguições e maus tratos, algumas pessoas preferiram negar, o que levou então ao início do massacre.
Contando os enforcados e aqueles que morreram sob tortura as vítimas giraram em torno de 20 pessoas, sem contar os dois cães que também foram enforcados.
O terror tomou conta da comunidade e pessoas influentes também começaram a ser condenadas, qualquer coisa era motivo para a condenação como bruxaria. A loucura só teve fim quando a própria esposa do governador foi acusada de bruxaria, por ser amiga de uma outra também condenada.
O governador então extinguiu o tribunal, suspendeu as excomunhões e as famílias foram indenizadas, restaurando a reputação dos executados.
Sob as garotas não se pesou nenhuma acusação, sabe-se que uma delas, Abigail Willhians enlouqueceu.
Salém então tornou-se a meca das bruxas, foi construído ali um museu noir visitado pelos turistas.
E depois desses acontecimentos nenhuma pessoa mais foi condenada por bruxaria nos Estados Unidos.




Há no chão do museu de Salém um disco com o nome de todas as pessoas executadas por bruxaria











Mas será que essas pessoas eram mesmo culpadas de suas acusações? Será que eram mesmo bruxas ou feiticeiras? Estaria Tituba falando a verdade? Ou seria tudo isso mais uma vez culpa dos preconceitos gerados por crenças infundadas e superstições absurdas?
Essas respostas nós nunca saberemos de fato, o que se pode afirmar é que o povoado de Salém, Massachucets, estará para sempre relacionado com o mito das feiticeiras, que são celebradas todo ano, no dia 31 de outubro.



Filmes pra Ver no Halloween

10º Sweeney Todd

Bom filme para se assistir em qualquer data, mas pra quem gosta de músical e muito sangue, eis a dica.

9º A Bruxa de Blair

Um filme que não é tão clássico, mas que por vezes aterroriza, fica a dica, e além de tudo é ótimo pra se ver no Halloween

8º O Massacre da Serra Elétrica (1974)

Ah nada como perseguição clássica de um assassino, muito sangue em um dos clássicos do terror. Com serteza é de dar medo.


7º O Iluminado

Nada do que se arrepiar vendo este clássico, digno de qualquer Halloween

6º Jogos Mortais

Ótima série, de meter medo em qualquer um, e que tal sentir aflição vendo estes filme clássico?


5º Polltergeist

Fantasmas brincalhões que dão medo. Nada melhor pra este 31 de outubro.

4º Sexta-Feira 13

Bom é impossível um 31 de outubro virar sexta-feira 13, mas que ambos dão medo, isso dá

3º O Chamado

Nada do que um terro contemporâneo e uma história de maldição para nos meter medo

2º A Rainha dos Condenados

Clássico Gótico que faz do Halloween uma sinfonia de medo e sensualidade

1º Halloween

A não podia faltar esse filme, que já teve diversas refilmagens, mas sempre encontra novas essências de nos assustar no Halloween, Assista-o e não se arrependerá

Halloween - Doces ou Travessuras?

Imagem Retirada da WEB

Que tal abrir a porta e ouvir " Doces Ou Travessuras?". É, hoje é Halloween, e se você não quer sofrer com travessuras, sugiro encher sua casa de doces, ou terá que sofrer as consequências. Muitas pessoas consideram esse dia apenas mais um, mas para quem gosta de filme de terror, ah, não é apenas um dia. O Dia das Bruxas é uma das datas mais importantes do calendário americano, e talvez o dia em que os mesmos mais se divertem. Como sabemos, o cinema também usa de muita imaginação com esse feriado, especialmente o cinema de horror. Mas alguém aí sabe como começou tudo? Não? Pois bem, você não será mais leigo neste assunto. Neste post falaremos um pouco do início, curiosidades e um pouco mais.. Que tal começar a jornada?


Origens
A tradição do Hallowen surgiu por volta de 600  a.c. 
Há algumas controvérias quanto às suas origens. 
Algumas fontes dizem que começou no tempo dos celtas, que acreditavam que nesse dia, 31 de outubro, as leis do tempo e espaço ficavam suspensas permitindo uma comunicação dos mortos com o mundo dos vivos. Nesse dia, eles acreditavam que os espíritos dos mortos encontrariam os vivos e ficariam com eles durante todo o ano, o que deixava a população apavorada.
Como ninguém queria ter um espírito fungando no cangote trataram logo de arranjar um jeito de se proteger: quando a noite de 31 de outubro chegava os aldeões apagavam todas as luzes de sua casa (leia-se archotes, lamparinas, fogueiras, etc), no intuito de deixá-las frias e  indesejáveis, se vestiam com roupas assustadoras e saiam pela vizinhança em estardalhaço para espantar os possíveis espríritos que estivessem rondando o local.

Já outras fontes considera duas origens durante o percurso da história.
Imagem retirada da WEB

Uma origem pagã: teria relação com os cultos aos mortos, o Samhain, realizado todo ano sob a coordenação dos Druídas (algo como sacerdotes celtas),  os celtas acreditavam que o lugar dos mortos, era um lugar perfeito, de felicidade e sem dor. Durante essas festividades os druídas atuavam como mediadores entre os vivos e seus antepassados. Também acreditava-se que os mortos vinham para guiar os seus entes queridos para o outro lado.
Outra origem bem conhecida é a católica. É na verdade a celebração do dia de todos os Santos, que no início era em 13 de maio, mas que posteriormente foi mudado para o dia 1 de novembro. O Papa Gregório IV ordenou que a festa fosse uma celebração universal, e pela grandeza da mesma, suas festas começavam na data anterior, 31 de outubro, com vígilias aos santos. 
Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".


DIA DAS BRUXAS

Outra designação dada ao Hallowen é Dia das Bruxas, termo mais utilizado em países de língua portuguesa.
O Sanhaim, dia dos mortos, que mais tarde passaria a ser conhecido como Hallowen, foi condenado na Europa por se tratar de uma festa pagã.
A relação entre esta data e as bruxas teria surgido na Idade Média, sendo seguido pelas perseguições dos líderes políticos e religiosos, era a Inquisição, que "julgava" e condenava aqueles que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos, estes eram pejorativamente chamados de "bruxas" ou "bruxos" e condenados à morte. Aqueles que comemoravam o Sanhaim eram obviamente considerados culpados de bruxaria.
Foi essa denominação que os Irlandeses levaram aos Estados Unidos quando de sua imigração no séc. XIX.
Obviamente essa comemoração foi sendo modificada com o passar do tempo, deixando de ser algo relacionado aos mortos e passando a ser apenas uma comemoração onde as crianças pedem doces e os adultos se fantasiam sem o medo de cair no ridículo. Poucos são aqueles que realmente sabem do verdadeiro significado do Hallowen ou do Dia das Bruxas.




CURIOSIDADES



Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas - nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).

O Halloween marca o fim do verão. Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o retorno do rebanho, entre outras celebrações. Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en.


O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passa ser conhecido como o Dia das Bruxas.
Imagem retirada da WEB

Existem diferentes lendas sobre a abóbora de halloween. A mais famosa e conhecida é a de que um homem chamado Jack conseguiu, no dia de sua morte, enganar o diabo. Quando ele finalmente morreu não foi para o céu pois era um homem muito mau, mas não pode ir para o inferno porque havia enganado o diabo. Então por piedade o diabo lhe ofereceu uma lanterna e desde então Jack a carrega.
O povo europeu na Idade Média acreditava que as bruxas más podiam se transformar em gatos pretos, por isso diziam que não era boa sorte cruzar com um gato preto. Os povos que acreditavam que os gatos traziam boa sorte eram os chineses e os egípcios.

A brincadeira de "doces ou travessuras" é originária de um costume europeu do século IX, chamado de "souling" (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha
Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.